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Dislexia, Disgrafia e Discalculia: Entendendo os Desafios de Aprender

  • Foto do escritor: Rosane Castello
    Rosane Castello
  • 17 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Você já percebeu que seu filho ou filha evita ler, demora muito para escrever ou se frustra com atividades de matemática? Muitas vezes, isso não tem nada a ver com falta de interesse ou preguiça. Pode ser que ele(a) esteja enfrentando um transtorno de aprendizagem, como dislexia, disgrafia ou discalculia.

Esses nomes podem parecer complicados, mas representam situações muito comuns no dia a dia escolar. O mais importante é saber que, com a ajuda certa, a criança pode aprender e se desenvolver normalmente.


O que é Dislexia?

A dislexia é uma dificuldade específica para aprender a ler e escrever. A criança tem inteligência normal, mas o cérebro processa a linguagem de forma diferente.

Alguns sinais que podem chamar a atenção:

  • Demora para reconhecer letras e palavras;

  • Troca ou inversão de letras e números (ex.: confundir “p” com “b” ou “31” com “13”);

  • Leitura lenta, com pausas e muitos erros;

  • Dificuldade para entender o que acabou de ler;

  • Evita atividades que envolvem leitura e escrita.


O que é Disgrafia?

A disgrafia é uma dificuldade para escrever à mão. Não se trata de “letra feia” ou falta de capricho, mas sim de um transtorno que afeta a coordenação motora fina.

Sinais comuns:

  • Letra muito difícil de entender;

  • Escrita desorganizada, desalinhada e lenta;

  • Queixas de dor nas mãos ao escrever;

  • Falta de espaçamento ou pontuação;

  • Cansaço e frustração durante as tarefas de escrita.


O que é Discalculia?

A discalculia é a dificuldade em lidar com números e conceitos matemáticos.

Como ela pode aparecer:

  • Dificuldade para aprender a somar, subtrair ou contar;

  • Confusão com sinais e símbolos matemáticos;

  • Problemas para entender horas, medidas ou dinheiro;

  • Ansiedade diante de qualquer atividade que envolva números.


Como descobrir se meu filho tem um desses transtornos?

O diagnóstico não é feito apenas na escola ou com um único teste. É preciso contar com uma equipe de profissionais, como fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo e, às vezes, neurologista.

Eles avaliam a linguagem, a leitura, a escrita, a coordenação motora, a atenção e a memória. Também é importante ouvir os pais e professores, já que os sinais aparecem tanto em casa quanto na sala de aula.


Por que procurar ajuda cedo?

Quanto antes a criança for avaliada, melhor. Isso porque o diagnóstico precoce evita frustrações e ajuda a criar estratégias de ensino personalizadas.

Sem o suporte adequado, a criança pode:

  • Se sentir “menos inteligente”;

  • Perder a vontade de estudar;

  • Desenvolver ansiedade ou baixa autoestima.

Mas, com apoio, ela pode:

  • Descobrir maneiras diferentes de aprender;

  • Ganhar confiança;

  • Sentir orgulho das próprias conquistas.


Conclusão

Dislexia, disgrafia e discalculia não são doenças. São apenas jeitos diferentes de aprender.

Com paciência, carinho e a ajuda de profissionais, a criança pode superar os desafios e mostrar todo o seu potencial.

👉 Se você desconfia que seu filho apresenta algum desses sinais, não espere. Procure um profissional especializado. O olhar certo no momento certo pode transformar a vida dele para sempre.

 
 
 

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© 2024 por Rosane Castelló Fonseca

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